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2W Weekly | 24 de Maio

24 de maio de 2021

Preço de Liquidação das Diferenças (PLD)

Na terceira semana operativa de maio de 2021 (15/05/2021 a 21/05/2021), a média semanal do PLD fechou em R$ 230,39/MWh, R$ 230,41/MWh, R$ 207,93/MWh, R$ 207,96/MWh, para os submercados Sudeste, Sul, Nordeste e Norte respectivamente.

A variação em relação ao preço médio da função de custo futuro do modelo do DECOMP foi de R$ 16,59/MWh, R$ 16,61/MWh, R$ 18,81/MWh, R$ 18,85/MWh, para os submercados Sudeste, Sul, Nordeste e Norte respectivamente.

Para a quarta semana operativa de maio de 2021 (22/05/2021 a 28/05/2021), a função de custo futuro do modelo DECOMP indica um preço de R$ 239,30/MWh, R$ 239,30/MWh, R$ 237,95/MWh, R$ 237,95/MWh, para os submercados Sudeste, Sul, Nordeste e Norte respectivamente.

A expectativa atual do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de Energia Natural Afluente (ENA) para o mês de maio é de 61% da MTL no subsistema Sudeste, 21% da MTL no subsistema Sul, 36% da MTL no subsistema Nordeste e 87% da MTL no subsistema Norte.

A estimativa realizada hoje pela 2W Energia para o mês de maio, com modelos hidrológicos do tipo Chuva X Vazão, apresenta para o subsistema Sudeste um intervalo de 62% a 63% da MLT, centrado em 62%. O subsistema Sul fica entre 27% e 35% da MLT, centrado em 30%.

A Energia Armazenada inicial em 21/05/2021 é de 32,6%/ 55,0%/ 64,6%/ 83,7% nos subsistemas Sudeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente.

Cenário atual e diferenças em relação à semana passada:

Precipitação realizada

No fim de semana, havia expectativa de precipitação sobre as bacias do Sul e parte do Sudeste. A realização veio acima do previsto, principalmente pelo modelo GFS, que subestimou entre 15 e 20 mm a chuva sobre as bacias do Uruguai, Iguaçu, Paranapanema e Paraná. Já o ECMWF se aproximou mais dos volumes realizados, mas ainda subestimando as bacias do Paranapanema e Uruguai.

Precipitação para os próximos 15 dias

A previsão de hoje para os próximos 15 dias apresentou uma redução nos volumes de chuva principalmente para a região Sul, quando comparada com a rodada da última sexta-feira.

A previsão atual simula um sistema avançando no dia 28/05, quando causa precipitação intensa sobre as bacias do Jacuí e Uruguai, e em menores volumes sobre as bacias do Iguaçu, incremental de Itaipu, Paranapanema e Tietê.
Por volta do dia 31/05, O ECMWF aloca bons volumes sobre as bacias do Paranapanema e incremental de Itaipu, apresentando uma divergência em relação ao GFS, que está mais seco nesta data.

Interpretações do mercado

Na semana passada tivemos um aumento contínuo dos preços por toda a curva, principalmente ocasionado pelas constantes solicitações da ONS em reduzir as vazões mínimas das usinas do Rio Paraná, Jupia e Porto Primavera.

Além disso, a constante falta de chuvas na região sul do país corrobora para piorar as expectativas climáticas. A gravidade de situação também passou a ser exposta na mídia com mais frequência, causando piora ainda maior na sensação dos agentes quanto a uma possível recuperação nas afluências.

Para piorar a situação, os mapas tiraram boa parte dos volumes de chuva – que já eram baixos – na atualização da manhã nesta segunda feira. Logo, temos uma alta expressiva nessa segunda feira, e a curva marca:
Mai/21 @217, jun/21@305, jul/21 @471, ago/21 @495, Set/21 @480, @out/21 @430, Nov/21 @415 e dez/21 @300.

A curva de longo segue surpreendendo, subindo quase tanto quanto 2021, prova de quão estressado está o mercado – 2022 segue firme entre 267/270, 15 reais acima da semana passada, e 2023 200/205.

Quanto ao regulatório, havíamos tido a “confirmação” após os testes de que as vazões seriam mantidas em 3300/3900 m3/s.

Seguindo o padrão turbulento das últimas semanas, a ONS voltou pra briga: Alegou risco de colapso hidráulico, pediu uma redução muito mais drástica – agora, o target pretendido é de 2300/2700, abaixo da primeira solicitação ocorrida meses atrás – e ainda solicitou travamento nas vazões de Mascarenhas de morais e Furnas.

Vale lembrar que amanhã temos o MVE, com as distribuidoras oferecendo o produto 2SEM/21 na venda, tanto preço fixo quanto PLD+. O mercado espera que esse mecanismo possa suprir a demanda combinada dos agentes, mas acreditamos que o volume ofertado será insuficiente para tal.

Caso o MVE ocorra com volume alto, podemos ter um arrefecimento na subida de preços pela semana. No sentido contrário, acreditamos que um volume entre 500-600 MWm de preço fixo será insuficiente, e isso pode provocar um aumento expressivo nas cotações, dado a necessidade ainda dos geradores em se proteger no GSF.

Artur Teixeira e Clarissa Freitas