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2W Weekly | 03 de Maio

3 de maio de 2021

Preço de Liquidação das Diferenças (PLD)

Na quinta semana operativa de abril de 2021 (24/04/2021 a 30/04/2021), a média semanal do PLD fechou em R$ 146,95/MWh, R$ 153,74/MWh, R$ 109,19/MWh, R$ 102,38/MWh, para os submercados Sudeste, Sul, Nordeste e Norte respectivamente.

A variação em relação ao preço médio da função de custo futuro do modelo do DECOMP foi de -R$ 3,06/MWh, R$ 3,72/MWh, -R$ 30,37/MWh, -R$ 37,17/MWh, para os submercados Sudeste, Sul, Nordeste e Norte respectivamente.

Para a primeira semana operativa de maio de 2021 (01/05/2021 a 07/05/2021), a função de custo futuro do modelo DECOMP indica um preço de R$ 166,85/MWh, R$ 166,85/MWh, R$ 49,77/MWh, R$ 49,77/MWh, para os submercados Sudeste, Sul, Nordeste e Norte respectivamente.

A expectativa atual do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de Energia Natural Afluente (ENA) para o mês de maio é de 63% da MTL no subsistema Sudeste, 26% da MTL no subsistema Sul, 39% da MTL no subsistema Nordeste e 78% da MTL no subsistema Norte.

A estimativa realizada hoje pela 2W Energia para o mês de maio, com modelos hidrológicos do tipo Chuva X Vazão, apresenta para o subsistema Sudeste um intervalo de 63% a 66% da MLT, centrado em 63%. O subsistema Sul fica entre 12% e 40% da MLT, centrado em 17%.

A Energia Armazenada inicial em 30/04/2021 é de 34,6%/ 56,2%/ 67,0%/ 82,2% nos subsistemas Sudeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente.

Cenário atual e diferenças em relação à semana passada:

Precipitação realizada

No fim de semana, as bacias do Xingu, e do Tocantins em menor volume, receberam precipitação em alguns pontos, principalmente nas regiões mais a norte. O restante das bacias do SIN não apresentou precipitados relevantes.

Precipitação para os próximos 15 dias

A previsão de hoje para os próximos 15 dias apresentou uma redução nos volumes de chuva das bacias do Sul, quando comparada com a rodada da últimas sexta-feira.

A previsão atual simula, para os próximos dias, a atuação de uma frente fria sobre a região sul, mas sem causar volumes significativos sobre as bacias mais relevantes da região: Uruguai e Iguaçu.

Entre os dias 08/05 e 12/05, um sistema de alta pressão atua sobre o país, gerando um cenário sem chuvas sobre o Sul e Sudeste nesse intervalo.

Por volta do dia 13/05, uma nova frente fria avança pelo Sul do Brasil.

Interpretações do mercado

Na semana passada os preços seguiram em alta por conta principalmente da manutenção climatológica ruim, e deplecionamento contínuo de armazenamento.

A seca na região sul do brasil também pressiona, e hoje tivemos inclusive um grande descolamento entre os submercados no preço horário – sul precificou 150 reais acima do SE/CO.

A “pá de cal” sobre os preços se deu ao fim do PMO, quinta feira, quando foi anunciada a nova curva de geração das usinas não modeladas individualmente. O anúncio pegou o mercado de surpresa, pois se esperava uma revisão para cima na geração.

A atualização foi intensa, no sentido de se esperar menos geração, e a consequência foi um expressivo aumento de preços nas rodadas das casas. Jun/21, que negociava a @275, subiu 20 pontos em 10 minutos e fechou quinta feira cotado a @293. Sexta e hoje o movimento continuou, e atingiu as máximas hoje em 340 reais o mwh.

A tarde hoje o mercado negociava jun/21 @340, Jul/21 @450, ago/21 @465, set/21 @468, Q4/21 @375, ano 2022 @245 e ano 2023 @200. Pela primeira vez em muito tempo, o A+2 (segundo ano a frente do atual) ultrapassou a marca de 200 reais.

Esse movimento dos últimos 2 meses foi representativo do quão volátil é o mercado de energia elétrica no brasil. No dia 03 de março, o Q3 era negociado a @177. São quase 300 reais de alta em 60 dias.

Ainda sobre Jupia e P.Primavera, no ultimo documento o ibama alegou também que a ANA precisa se manifestar a respeito do uso das águas. A idéia aqui é de que o órgão precise também elaborar algum estudo para comprovar que não encontrarão problemas com a diminuição da vazão. Seguimos acompanhando.

Ainda no regulatório, temos boatos essa semana de problemas operacionais na plataforma de mexilhão, da Petrobrás. Isso reduziria o fornecimento de combustível para algumas usinas térmicas mais baratas, aumentando a quantidade de usinas indisponíveis e, consequentemente, o preço.

Em paralelo, também boatos de que a usina térmica a GNA1 atrasa mais um mês. Todas as notícias e updates regulatórios da semana impactam de forma a aumentar o preço da energia.

Artur Teixeira e Clarissa Freitas