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2W Day

8 de novembro de 2021

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A terceira edição do evento mais eletrizante do setor está chegando. A agenda do dia 11 de novembro está reservada para convidados especiais, que farão palestras exclusivas sobre temas como empreendedorismo, sustentabilidade, energia renovável, economia e política.

O 2W Day é um fórum trimestral, com transmissão ao vivo pelo Youtube, organizado pela 2W Energia. O objetivo principal é levar até você mais conhecimento e informação sobre o setor elétrico, de maneira elucidativa e responsável. Para isso, selecionamos alguns temas da atualidade e convidamos nomes super relevantes de cada área. Confira a programação:

 

2W Day – 3ª edição

Palestra: Navegando entre o empreendedorismo e seus desafios / Convidado: Amyr Klink

Palestra: ESG – O caminho da Energia Renovável / Convidado: Luiz Gabriel Todt (IDB Invest) e Gustavo Pimentel (SITIWAI)

Palestra: Como financiamos energia renovável no Brasil / Convidada: Carla Primavera (BNDES)

Palestra: Perspectiva 2022: economia, política e desdobramentos / Convidado: Álvaro Frasson (BTG Pactual)

Palestra: A energia do esporte: da garagem à prata! / Convidada: Beatriz Ferreira (Campeã da Olimpíadas de Tokyo)

 

 

Como foi a 2ª edição do 2W Day

A 2ª edição do 2W Day aconteceu em julho, de forma totalmente online e gratuita com painéis que foram conduzidos por Claudio Ribeiro, presidente da 2W Energia.

 

Painel 1 – “Como é o mercado livre de energia em Portugal”

Para o painel de abertura deste 2W Day, foram convidados: Eduardo Teixeira, diretor de Mercados e Concorrência da Entidade Reguladora de Serviços Energéticos (ERSE) de Portugal, e Alexandre Lopes, vice-presidente de Estratégia e Comunicação da Associação Brasileira de Comercialização de Energia Elétrica (Abraceel).

Durante essa primeira live, os participantes puderam contar um pouco sobre a experiência de abertura do mercado de energia elétrica em seu país de atuação e falar sobre o desenvolvimento do processo de abertura no Brasil.

Eduardo Teixeira explicou que o debate sobre a abertura do mercado de energia elétrica em Portugal ocorreu de forma conjunta com outros países da União Europeia, a partir de 1995. Mas foi apenas em 1998 que o processo começou a ganhar forma de maneira estruturada em seu país, inicialmente para grandes consumidores. Aos poucos, o acesso a outras categorias foi sendo liberado, até a abertura total, a partir de 2006, quando os consumidores residenciais (baixa tensão) puderam escolher livremente o seu fornecedor de energia. Hoje, Portugal tem 35 fornecedores de energia.

A logística de contratos foi um dos grandes desafios para os agentes do setor elétrico português, principalmente na inclusão dos consumidores residenciais. “Optamos por ter uma plataforma centralizada para simplificar o processo para esses consumidores, que têm no seu fornecedor o único canal de interação com o setor elétrico”, explicou Eduardo Teixeira. Além disso, foi dada ênfase à simplificação da linguagem para facilitar a comunicação entre o consumidor residencial e o mercado de energia.

Alexandre Lopes, da Abraceel, observou que o debate sobre a abertura do setor elétrico no Brasil também começou em 1995, mas por diversos fatores, o processo foi mais lento que em Portugal. Ele ressaltou que, agora, as expectativas estão voltadas para os desdobramentos da portaria 465, do Ministério de Minas e Energia, que trata da abertura do mercado livre de energia até a faixa de consumidores com carga igual ou superior a 500 kW, já implementada, e estabeleceu um cronograma para outras etapas.

Ainda de acordo com a portaria 465, até 31 de janeiro de 2022, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) deverão apresentar um estudo sobre as medidas regulatórias necessárias para permitir a abertura do mercado livre para os consumidores com carga inferior a 500 kW.

Em paralelo, temos o projeto de lei 414, que trata da modernização do setor elétrico. O texto já foi aprovado pelo Senado e está na Câmara dos Deputados para debate. Além da abertura do mercado, o projeto traz propostas para questões como formação de preços, revisão de subsídios, modelo de outorgas, entre outros”, afirmou.

Painel 2 – “O futuro da geração distribuída no Brasil”

Para falar sobre o futuro do modelo de geração distribuída (GD) no Brasil, a convidada do 2W Day foi Bárbara Rubim, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Ela ressaltou que a geração distribuída solar fotovoltaica, que existe de forma regulada no país desde 2012, está em franca expansão e tem grande potencial para continuar crescendo.

Mesmo durante a pandemia, a GD de fonte solar seguiu em expansão. Metade da atual capacidade da geração distribuída no país foi instalada em 2020”, informou Bárbara Rubim. Ainda explicou também que a perspectiva de crescimento desse modelo tem a ver, de certa forma, com a evolução tecnológica, além da economia nas tarifas de energia que o sistema proporciona. No momento, as atenções do setor estão voltadas para o Legislativo federal, onde tramita o projeto de lei 5829 que institui o marco legal da microgeração e minigeração distribuída.

Painel 3 – “Digitalização e Eficiência Energética: a combinação que deu certo!”

Inovação tem sido a pauta principal quando o assunto são os avanços e a modernização do setor elétrico. Para falar sobre o tema, convidamos Pedro Rio, CEO da Clarke Energia, e Leandro Pereira, CEO da Time Energy. Eles lideram duas startups que estão revolucionando o mercado para compartilhar suas visões e ideias diferenciadas. Este painel foi mediado por Guilherme Moya, vice-presidente Comercial, de Marketing e Inovação da 2W Energia.

Pedro Rio falou sobre a experiência da Clarke Energia. “Começamos em 2019, com nosso primeiro produto, que foi adequação tarifária. Estudamos 7 mil contas de luz em 2020 e vimos que mais da metade delas tinha problema de enquadramento tarifário. Eles acabavam pagando 20% a mais por falta de informação. Em um ano, chegamos em mais de 1.100 clientes dessa forma. E tem dois meses que começamos a nos posicionar no maior movimento tarifário que existe no Brasil, que é o movimento de migração para o mercado livre.”

Pereira também abordou a trajetória da empresa que lidera, a Time Energy, companhia atuante em gestão energética voltada para consumidores industriais e comerciais. “Começamos trabalhando com o mercado regulado, mas depois optamos pelo mercado livre. Atuamos com soluções e processamento de dados para auxiliar os consumidores a reduzir a conta de luz.”

Painel 4 – “O novo consumidor: o que as empresas precisam saber!”

O consumidor está mudando. Ele está cada vez mais consciente, mais exigente e com mais acesso à informação. Para dar voz a esse novo cliente, as empresas precisam se adequar culturalmente. Esse foi o foco da conversa com Carolina Trancucci, diretora de Clientes da Gol Linhas Aéreas, e Arnaldo Bertolaccini, diretor de Customer Experience na iFood.

Carolina conta que o setor de aviação, há 15 anos, era muito burocratizado. A tecnologia fez a diferença, a começar pela compra de passagens, que agora pode ser feita pela internet. “A tecnologia desburocratizou, para o novo consumidor, tudo aquilo que não fazia sentido nos nossos processos. Mas a interação humana continua e vai continuar existindo, para temas que necessitam dessa interação.”, afirmou.

Para Arnaldo, os tempos não trouxeram um novo consumidor, mas sim uma nova maneira com que as empresas o enxergam. “O que mudou, do lado do consumidor, foram as expectativas que foram realinhadas e o mesmo passou a ser visto pelas empresas de uma maneira diferente e, nesse sentido, a tecnologia e as mídias sociais têm um papel importante. Com certeza, as empresas que estão fazendo isso vão tirar vantagem a médio e longo prazo.”

Painel 5 – “Sustentabilidade: o futuro das empresas”

Sustentabilidade é o tema do momento e uma exigência do mercado. Para entender melhor as práticas dessa agenda, convidamos Valéria Michel, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak – empresa que fabrica embalagens longa vida para a área de alimentos como leite, suco e dezenas de outros produtos e tem o ESG como pilar estratégico.

“Nós começamos a substituir a energia que consumimos por energia renovável anos atrás e, hoje, 100% das duas fábricas da Tetra Pak no Brasil, uma em São Paulo e a outra no Paraná, já operam com energia proveniente de fontes renováveis”, afirmou Valéria Michel.

Não fique de fora dessa, acesse e participe do 2W Day,

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